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Prefeitura de SP promete tapar buracos indicados por leitores do G1

O G1 solicitou aos leitores para indicarem buracos e ondulações na cidade. Na semana passada, após receber os dados, o site os colocou em um mapa. Foram 60 comentários publicados com apontamentos precisos de onde estavam as falhas, mas até a administração municipal admite que o problema é maior: por dia, ela diz fechar, em média, 1.920 buracos. (leia mais abaixo)

Entre sexta-feira (24) e domingo (26), a reportagem do G1 fotografou 22 buracos e ondulações denunciados pelos leitores.

O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, afirma que melhorar o serviço de tapa-buracos na cidade é uma “obsessão”. Mas, para moradores e comerciantes de diversos bairros da cidade, que convivem diariamente com as falhas no asfalto, a expectativa é que haja uma solução definitiva para o problema.

Em um dos pontos indicados, no cruzamento da Avenida Nações Unidas com a Avenida Octalles Marcondes Ferreira, na Zona Sul, José Jonas Rodrigues, de 40 anos, gerente do posto de gasolina que fica no local, reclamava da irregularidade na via.

Buraco na Giovanni Gronchi (Foto: Patrícia Araújo/G1) Segundo ele, o problema existe há mais de dois meses e chegou a ser ainda mais grave. “Tinha um buraco enorme aí vazando água. Já vi mais de 20 motoqueiros se acidentarem. Teve um até que quebrou a clavícula”, conta ele. Ele diz que, um dia antes do feriado de Tiradentes, em 21 de abril, a Sabesp consertou o vazamento, mas fez um recapeamento que estragou em dois dias. “Já está afundando. Isso aí é descaso.”

Na Avenida dos Bandeirantes, a irregularidade do asfalto prejudica o tráfego e irrita caminhoneiros. Situação semelhante enfrenta quem trafega pela Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda. O motorista de táxi José Gerinaldo, que trabalha há oito anos na região, afirma que sofre como motorista e como pedestre por causa das ondulações no asfalto e na calçada.

"Não é possível nem andar quando chove. As pessoas usam os guarda-chuvas sobre as pernas para evitar os jatos de água que vêm da rua. Eles só ficam pensando em colocar radar, mas está na hora de recuperar a avenida", afirmou.


Fluxo excessivo

Para o secretário, o problema no asfalto paulistano não é a qualidade do pavimento, considerada “normal" por ele, mas do peso excessivo de alguns veículos. “Em algumas ruas ou avenidas, o fluxo do trânsito é grande e com veículos pesados”, contou Matarazzo, citando a Avenida dos Bandeirantes. “Na Avenida dos Bandeirantes, tem que se fazer o recapeamento em alguns pontos. Você tem um fluxo desproporcional de volume e peso”, disse Matarazzo.


Ele também atribuiu parte dos buracos da cidade ao serviço “malfeito” pelas empresas terceirizadas contratadas pela Prefeitura e por concessionárias. “O trabalho das empresas não é feito como deveria ser. Estamos cobrando muito. É malfeito. Porque o buraco [mal fechado] acaba ficando uma depressão ou um calombo quando deveria ficar no nível da rua”, afirmou o secretário.

De acordo com ele, uma das novas exigências é pedir caminhões térmicos, que levam o asfalto quente até o buraco a ser tapado. “É mais moderno, reduz o tempo de trabalho, economiza material e é mais bem-feito”, disse Matarazzo, que ainda pretende exigir futuramente GPS nos caminhões. “É para monitorar o trabalho.”


Sede do governo

Até próximo à sede do governo estadual há problema no asfalto. A leitora Cristina Manente denunciou a cratera na Avenida Giovanni Gronchi, na subida para o Palácio dos Bandeirantes, já perto do cruzamento com a Avenida Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o taxista Agnaldo Gering, de 38 anos, que trabalha há 15 anos na região, o problema existe há dois meses. “Não sei o que eles estão fazendo aí, mas está horrível”.


Uma das principais vias da cidade, a Avenida Faria Lima também não escapa dos buracos. Próximo ao número 2.545, a reportagem comprovou a veracidade da reclamação feita pelo leitor Gilson na segunda-feira (20). Com a chuva da quinta (23) e sexta-feira (24) que atingiu a capital paulista, o buraco se transformou em poça. “De vez em quando a gente vê ônibus parando porque quebrou ou furou pneu no buraco”, conta o faxineiro Mário Dias, 53 anos, que trabalha em um prédio na frente da vala há um ano.

Na Rua Cristiano Viana, entre a Avenida Rebouças e a Rua Arthur Azevedo, é fácil achar o buraco aberto na altura do número 243 em um trecho que aparenta ter sido recapeado recentemente. “Já furei o pneu aqui. Tem muito buraco nessa região e eles fazem o recapeamento de qualquer jeito. Aí ficam esses remendos, que estragam logo”, reclama a publicitária Ângela Siqueira. O problema foi informado ao site G1 pelo leitor Antônio Luiz na quinta-feira.


Como solicitar o serviço

Além de usar o mapa do G1 como referência, a prefeitura ressaltou que as solicitações de serviço tapa-buracos podem ser feitas pelo telefone 156 ou pelo site do órgão. O secretário pediu para que fosse divulgado seu e-mail para que eventuais reclamações fossem encaminhadas: amatarazzo@prefeitura.sp.gov.br.

Ele garantiu que o serviço deve ser feito em até cinco dias. “Se não chover”, ressaltou.

G1
27 de Abril de 2009

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