De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a maioria dos carros vendidos hoje no país tem até quatro anos de fabricação.
A maior representação de vendas observada pela Fenabrave no primeiro bimestre deste ano foi a de compra de carros com quatro anos, que atingiu 7,12% do total, seguido dos carros com 10 anos – com 5,43%. Demais são diluídos em outros anos de fabricação.
Com a explosão da venda de veículos zero quilômetro no Brasil, o mercado de usados ganhou o reforço de produtos com melhor aceitação, vendidos pelos consumidores que optaram pela compra do carro novo. Para a Fenabrave outro motivo para a venda de carros usados mais novos é a extensão dos prazos para a compra.
1997 para cima
Nas revendas de Bauru essa situação também se verifica. Na Fort Car, por exemplo, o vendedor Carlos Alberto Cestari conta que só trabalha com veículos a partir de 1997. “Você só consegue financiar 100% se for de 1997 para cima. Então os clientes nem procuram os mais antigos”, fala. Na sua loja é possível comprar, por exemplo, um Corsa Sedan ano 2000 por R$ 17,5 mil – ou em 48 vezes de R$ 600.
O vendedor da Alcar Automóveis, Marco Aurélio, opina que, com o acesso fácil ao crédito, o consumidor tem preferido modelos mais novos. “Cada ano mais velho, mais alto é o custo com oficina. Por isso o mais novo sai na frente”, avalia.
Ele afirma que, hoje em dia, as exigências básicas para um banco financiar a compra de um carro são o consumidor apresentar seus documentos pessoais e não ter seu nome em cadastros de restrição de crédito como o SPC e o Serasa.
Na sua revenda é possível encontrar, por exemplo, um Celta 2005 ou um Corsa 2004 por R$ 22 mil – ou em 60 parcelas de R$ 551.
Reinaldo Chaves- Agência Bom Dia
25 de Março de 2008